A sucessão do Papa Francisco no Vaticano já começou a movimentar bastidores não apenas na Igreja, mas também no cenário político internacional. De acordo com informações de bastidores da diplomacia norte-americana, o ex-presidente Donald Trump está articulando uma ofensiva para influenciar diretamente o conclave que escolherá o próximo pontífice.
Segundo apuração da revista The Atlantic, a Casa Branca sob comando republicano – e com o retorno iminente de Trump ao poder – já estaria colocando em prática uma estratégia para fortalecer a presença de conservadores no comando da Igreja Católica. Para isso, o empresário e ativista católico Brian Burch, presidente da organização CatholicVote, foi destacado como peça-chave dessa articulação.
Burch vem mantendo diálogo com cardeais conservadores e promovendo encontros discretos nos Estados Unidos e na Europa. O objetivo seria garantir que a escolha do novo Papa represente uma guinada à direita nos valores morais e nas posturas sociais da Igreja — o que contrasta com o estilo progressista adotado por Francisco desde 2013.
A movimentação de Trump surpreende por cruzar a linha da tradição diplomática, que geralmente evita interferência direta em assuntos internos da Igreja Católica. No entanto, a iniciativa revela como a sucessão papal pode ter impacto político global — especialmente em um contexto de polarização entre conservadores e progressistas em diversas frentes sociais e religiosas.
A articulação conservadora busca eleger um Papa mais alinhado a pautas como o combate ao aborto, a rejeição de ideologias de gênero e a defesa de valores tradicionais da família, o que agrada tanto à base evangélica quanto à ala católica do trumpismo.
No Vaticano, o Papa Francisco segue em atividade, mas já há movimentações entre os cardeais sobre uma eventual renúncia, dada sua idade avançada e recentes problemas de saúde. Caso isso ocorra, o próximo conclave pode se transformar em mais um campo de batalha entre forças políticas globais — desta vez, em solo sagrado.



