Durante cerimônia realizada em Salgueiro (PE), nesta segunda-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma declaração que rapidamente repercutiu em todo o país. Ao discursar na entrega do primeiro trecho do Ramal do Apodi, obra que integra o projeto de transposição do Rio São Francisco, Lula afirmou:
“Deus deixou o Sertão sem água porque sabia que eu ia trazer.”
A frase, dita em tom de orgulho por sua participação na retomada da obra, dividiu opiniões e gerou forte reação de opositores, especialmente entre lideranças conservadoras e políticas do Nordeste.
O ex-ministro do Turismo Gilson Machado (PL), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, criticou duramente a fala nas redes sociais, chamando Lula de “o pai da mentira”.
Outro que se posicionou foi o ex-ministro da Educação Mendonça Filho (UB), que classificou a declaração como desrespeitosa:
“Não faltava mais nada. Lula se autointitular o enviado de Deus é sambar na cara dos nordestinos que passaram e passam sede e fome”, escreveu.
O evento em Salgueiro tinha como objetivo celebrar mais um avanço no projeto de integração do São Francisco, que visa garantir o abastecimento de água para milhões de pessoas no semiárido nordestino. Apesar disso, a fala do presidente acabou ofuscando os anúncios técnicos e se tornou o principal ponto de repercussão da cerimônia.
A equipe de Lula ainda não comentou oficialmente a polêmica, mas aliados próximos afirmam que se tratou de uma figura de linguagem para destacar o empenho histórico do presidente na luta por melhorias para o Nordeste.
O blog Eleições continuará acompanhando os desdobramentos políticos dessa declaração.



