A falta de repasses do Governo Federal para custear despesas do Sistema Itaparica tem gerado preocupação entre agricultores que dependem dos projetos de irrigação no Sertão de Pernambuco e da Bahia. A situação envolve, principalmente, o pagamento da energia elétrica utilizada nas estações de bombeamento que abastecem perímetros irrigados como o Projeto Brígida.
Segundo relatos de produtores da região, a ausência de repasses para o custeio da energia acumulou uma dívida significativa junto à concessionária responsável pelo fornecimento, o que levantou o temor de suspensão do serviço. Diante da preocupação, agricultores têm se mobilizado para acompanhar de perto a situação e pressionar por uma solução que garanta a continuidade do fornecimento de energia.
O Sistema Itaparica foi criado como política pública federal para reassentar famílias atingidas pela construção da barragem de Itaparica, no Rio São Francisco. O modelo depende de grandes estações de bombeamento elétrico que levam água do rio até os lotes agrícolas, permitindo a produção irrigada em milhares de hectares.
Sem energia elétrica, as bombas deixam de funcionar e o sistema de irrigação é interrompido, afetando diretamente a produção agrícola e a renda de milhares de famílias que vivem da agricultura nos perímetros irrigados.
Historicamente, o custeio da operação do sistema, incluindo parte das despesas com energia elétrica, depende de recursos da União. Quando há atraso ou ausência de repasses federais, surgem dificuldades para manter o funcionamento regular da estrutura.
A situação reacende o debate sobre a necessidade de garantir recursos permanentes para a manutenção do Sistema Itaparica, considerado um dos maiores projetos de irrigação do Nordeste e fundamental para a economia de diversas comunidades do Sertão.
Representantes dos agricultores aguardam esclarecimentos e medidas por parte do Governo Federal que assegurem o pagamento das despesas operacionais e evitem qualquer risco de paralisação do sistema de irrigação.


